Tigela de aveia com frutas vermelhas, sementes e iogurte ao lado de um copo de água sobre mesa clara
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O que comer no terceiro trimestre da gravidez

No terceiro trimestre, o foco é manter energia constante, garantir nutrientes para a reta final e cuidar do conforto digestivo. Refeições menores e mais frequentes, boa hidratação e fontes de ferro, cálcio e ômega-3 ajudam bastante. Como cada gestação é diferente, vale ajustar tudo com o obstetra.

A reta final da gravidez tem um clima especial. A barriga já está bem visível, o bebê se mexe bastante e a ansiedade pelo encontro começa a tomar conta. Junto com toda essa expectativa, o corpo passa por mudanças que afetam diretamente a forma como você come, digere e sente fome ao longo do dia.

No terceiro trimestre, eu costumo dizer às minhas pacientes que o objetivo não é comer mais, e sim comer com inteligência. O bebê continua crescendo e ganhando reservas importantes, enquanto o espaço no abdômen vai ficando mais apertado. Por isso, pequenos ajustes na rotina alimentar fazem muita diferença para o seu bem-estar. Vou compartilhar como organizo essa fase no consultório, sempre lembrando que cada gestação é única e que o seu obstetra é parte fundamental dessa equipe.

O que muda na reta final

Entre a semana 28 e o nascimento, o bebê acumula gordura, fortalece os ossos e amadurece os órgãos. Isso mantém a demanda por nutrientes em alta. Ao mesmo tempo, o útero pressiona o estômago, o que pode causar azia, sensação de empachamento e aquela impressão de encher rápido.

A estratégia que mais funciona aqui é simples: refeições menores e mais frequentes. Em vez de três grandes pratos, distribua a comida em cinco ou seis momentos do dia. Isso alivia o desconforto e ajuda a manter a energia estável, além de reduzir a sensação de azia que tantas gestantes relatam nessa fase.

Também é comum o apetite oscilar bastante nas últimas semanas. Tem dias em que a fome aparece o tempo todo e outros em que o estômago parece não caber nada. Eu costumo tranquilizar as pacientes nesse ponto: o importante é a média ao longo dos dias, não o comportamento de uma refeição isolada. Respeitar os sinais do corpo, sem forçar e sem se cobrar demais, faz parte do processo.

Nutrientes que merecem destaque

Alguns nutrientes ganham protagonismo nessa fase:

  • Ferro, para acompanhar o aumento do volume sanguíneo e prevenir anemia
  • Cálcio, que continua construindo os ossos e os dentes do bebê
  • Ômega-3 (DHA), associado ao desenvolvimento do cérebro e da visão
  • Fibras, para combater a prisão de ventre, tão comum no fim da gestação

Boas fontes incluem carnes magras, feijão, folhas verde-escuras, peixes de baixo teor de mercúrio bem cozidos, ovos, sementes e cereais integrais. Se o seu médico prescreveu suplementos, mantenha o uso conforme a orientação dele. A comida soma, mas não substitui o que foi indicado individualmente.

Energia constante sem exageros

É natural sentir mais cansaço na reta final, e a alimentação ajuda a sustentar a disposição. Em vez de recorrer a doces e ultraprocessados, que dão um pico rápido de energia seguido de queda, eu prefiro apostar em combinações que liberam energia aos poucos:

  • Carboidratos integrais (aveia, arroz integral, pão integral) junto de uma proteína
  • Frutas acompanhadas de castanhas ou iogurte
  • Tubérculos como batata-doce e mandioquinha nas refeições principais

Essas escolhas seguram a fome por mais tempo e evitam aquela montanha-russa de energia ao longo do dia.

Conforto digestivo: azia e inchaço

A azia incomoda muitas gestantes no terceiro trimestre. Algumas atitudes ajudam a aliviar:

  • Comer devagar e mastigar bem
  • Evitar deitar logo após as refeições
  • Reduzir frituras, frituras pesadas e alimentos muito condimentados
  • Identificar gatilhos pessoais, que variam de mulher para mulher

Para o inchaço nas pernas e nos pés, manter a hidratação em dia e não exagerar no sal ajuda. Beber água parece contraintuitivo quando se está inchada, mas o corpo bem hidratado retém menos líquido. Reduzir o consumo de alimentos muito industrializados, que costumam ser ricos em sódio, também faz diferença nesse quesito.

Hidratação e preparo para a amamentação

A água continua sendo protagonista. Ela participa da produção do líquido amniótico, da circulação e do bom funcionamento do intestino. Procure manter uma garrafa por perto e beber em pequenos goles durante o dia.

Muitas pacientes me perguntam se já dá para preparar o corpo para a amamentação. A melhor preparação é chegar ao parto bem nutrida e descansada, com uma alimentação variada. Não existe um alimento isolado que garanta leite farto, e desconfio sempre de promessas desse tipo. O que faz sentido é cuidar do todo, com calma.

Planejar a reta final com tranquilidade

A rotina nessa fase costuma ser corrida, entre consultas, exames e os preparativos para a chegada do bebê. Atendo gestantes de forma presencial aqui no Brooklin, na zona sul de São Paulo, e também online, o que ajuda quem prefere economizar deslocamento nesse momento de barriga grande e cansaço.

Cada mulher chega ao terceiro trimestre com uma história diferente, com exames, restrições e preferências próprias. Por isso, mais do que seguir uma lista genérica, vale a pena ter um plano feito para você, sempre conversando com o seu obstetra. Se quiser organizar a sua alimentação para chegar bem na reta final, agende uma consulta e vamos cuidar disso juntas, com leveza e segurança.

Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta individual.

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